Como funcionam as entregas nas grandes redes varejistas do Brasil
Como funcionam as entregas nas grandes redes varejistas do Brasil
Como as grandes varejistas organizam suas entregas? Entenda os bastidores da logística que garante agilidade e satisfação ao cliente final
As entregas realizadas por grandes redes varejistas no Brasil envolvem uma cadeia logística altamente integrada, projetada para operar em larga escala e atender milhões de pedidos por mês com prazos cada vez mais curtos. Esse processo começa muito antes da finalização da compra, passando por planejamento de estoque, posicionamento estratégico de centros de distribuição, análise de demanda por região e definição dos modais de transporte mais eficientes para cada tipo de operação. Desde o centro de distribuição até o recebimento do pedido, cada etapa exige planejamento rigoroso, integração entre sistemas, parceiros logísticos e canais de atendimento, além de constante monitoramento de indicadores como tempo de entrega, taxa de sucesso na primeira tentativa e nível de satisfação do cliente final.
Na prática, isso significa que as grandes redes varejistas precisam operar com múltiplos fluxos logísticos simultâneos, conciliando pedidos de e-commerce, abastecimento de lojas físicas e operações omnichannel. A complexidade aumenta à medida que entram em cena fatores como sazonalidade, campanhas promocionais, picos de demanda e diferentes perfis de consumidores espalhados por regiões com realidades logísticas distintas. Para manter a eficiência, as empresas investem fortemente em tecnologia, automação de processos, integração de dados em tempo real e modelos preditivos que permitem antecipar gargalos, redistribuir cargas e ajustar rotas de forma dinâmica, garantindo mais agilidade, controle operacional e uma experiência de entrega consistente para o cliente.
Etapas principais do processo de entrega
1. Separação e expedição
O fluxo logístico inicia com a separação dos produtos em centros de distribuição estrategicamente posicionados. Após a confirmação da compra, o pedido passa por uma triagem automatizada que define a melhor rota e transportadora conforme destino, prazo e tipo de produto.
2. Consolidação e roteirização
Empresas que operam com transporte fracionado organizam entregas por lotes e rotas otimizadas, visando reduzir custos e aumentar a ocupação dos veículos. Essa etapa exige precisão na roteirização, com base em sistemas integrados e análises preditivas de demanda.
3. Última milha e entrega ao destinatário
O chamado last mile é a etapa mais sensível da operação. É nela que ocorrem a maior parte dos desafios: atrasos, ausência do destinatário e falhas de comunicação. Por isso, muitas redes investem em entregas porta a porta com monitoramento em tempo real e comprovante digital de entrega (POD).
Modelos logísticos utilizados
Logística própria ou terceirizada
Algumas varejistas operam com frota própria, mas a maioria adota modelos híbridos ou totalmente terceirizados, utilizando operadores logísticos com cobertura nacional. Esse formato permite maior flexibilidade para escalar operações em picos de vendas, como datas comemorativas e campanhas promocionais.
Centros de distribuição regionais
Para garantir prazos curtos, grandes varejistas estruturam múltiplos centros de distribuição em regiões estratégicas. Isso reduz distâncias, melhora o tempo de resposta e torna a logística mais eficiente mesmo em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro.
Controle, rastreamento e experiência do cliente
A rastreabilidade é um dos pilares das operações modernas. Sistemas integrados informam em tempo real o status da entrega, e notificações automatizadas mantêm o cliente informado em cada etapa. Quando bem estruturado, esse modelo reduz chamados no SAC, evita reentregas e melhora a reputação da marca.
Tecnologia como aliada
- Plataformas de gestão de transporte (TMS) integradas ao ERP;
- Aplicativos para o cliente final acompanhar a entrega em tempo real;
- Uso de APIs para integração com marketplaces e sistemas de parceiros.
Desafios comuns enfrentados
Mesmo com alto investimento, as redes varejistas enfrentam desafios como:
- Falta de padronização em operações terceirizadas;
- Infraestrutura urbana limitada, especialmente em horários de pico;
- Problemas de reentrega por ausência ou informações incompletas;
- Gestão de devoluções e logística reversa complexa.
Por que entender esse fluxo importa para o B2B
Empresas que fornecem para grandes varejistas ou operam em cadeias similares precisam alinhar seus processos aos padrões de entrega dessas redes. A adoção de soluções logísticas robustas, com capacidade de rastreamento, flexibilidade de frota e inteligência de roteirização, torna-se essencial para garantir SLA e manter contratos estratégicos.
Se a sua operação exige eficiência no last mile, rastreamento em tempo real e controle logístico compatível com os grandes players do mercado, a RicooLog está pronta para oferecer soluções completas e sob medida para seu negócio.













